Pintura, Escultura, Artes Plásticas e Instalação
Inauguração da exposição
Quinta-feira | 14 de Maio | 12h30 | Arte | Centro Cultural John dos Passos
Merícia Dantas
Quinta-feira a Domingo, 14 a 17 de Maio | 10h00 - 22h30 | Exposição | Cinesol
Nascida em Câmara de Lobos, Merícia Dantas licenciou-se em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e é mestre em Ilustração e Animação pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. A sua prática artística reflete uma profunda conexão com o território insular e uma atenção particular à banalidade do quotidiano e à sua faceta desconcertante. É por meio dos elementos que compõem essa rotina que a artista apresenta o seu trabalho, regularmente, expondo-o com frequência em âmbitos regionais e nacionais.
Anil da Terra: Raízes
“Anil da Terra: Raízes” surge como desdobramento do projeto “Anil da Terra”, desenvolvido em contexto de residência artística na Galeria Impulso, e apresenta-se agora num formato mais exploratório, revelando a dimensão íntima e processual do trabalho. A exposição evidencia esboços, invenções gráficas e os elementos que constituem a raiz do projeto, valorizando o desenho enquanto lugar de pesquisa e experimentação. A proposta dialoga diretamente com a tradição do Bordado Madeira, reinterpretando a etapa preparatória do processo (desenho, picotagem e estampagem) como linguagem artística contemporânea. Paralelamente, a flora endémica da Madeira surge como património natural e fonte de inspiração, dando forma a um conjunto de trabalhos guiados pela repetição, variação e observação.
A mancha azul de anil assume protagonismo, oscilando entre controlo e imprevisibilidade, revelando a delicadeza e a imperfeição próprias do fazer manual. A exposição afirma-se, assim, como uma homenagem ao património imaterial e natural da Região, convidando o público a revisitar o gesto preparatório como espaço de criação e invenção.
Sara Rodrigues
Quinta-feira a Domingo, 14 a 17 de Maio | 10h00 - 22h30 | Exposição | Capela de São Sebastião
Natural da Madeira, Sara Rodrigues desenvolve o seu trabalho artístico a partir de uma profunda ligação ao meio natural que a envolve. Estudou Artes Plásticas na Escola Superior Artes e Design, nas Caldas da Rainha, experiência que contribuiu para a consolidação da sua linguagem visual.
De regresso à Madeira, deu continuidade à sua prática artística, explorando diferentes meios como o desenho, a escultura e a pintura. O seu trabalho assenta numa observação atenta e sensível da natureza, privilegiando o que se revela de forma subtil e quase impercetível. Através das suas obras, procura dar forma ao recôndito – aquilo que escapa ao olhar imediato – convidando o espectador a uma contemplação mais demorada e introspetiva.
Da Cor do Osso
Sara Rodrigues propõe uma reflexão poética e sensorial sobre a memória, o desgaste e a passagem do tempo. A exposição surge como metáfora de silêncio e permanência: um “branco cansado”, atravessado por histórias, marcas e vestígios. O projeto convoca imagens de paredes antigas, objetos esquecidos e mãos que carregam vidas inteiras, num exercício artístico onde a matéria se torna testemunho.
Através de esculturas, desenhos e pinturas, a artista traduz a tensão entre dor, tempo e transformação, num percurso onde a ausência e o vestígio assumem protagonismo. Mais do que uma exposição, trata-se de um convite à introspeção, onde o silêncio se transforma em linguagem visual.
Samuel Santos
Quinta-feira a Domingo, 14 a 17 de Maio | 10h00 - 22h30 | Exposição | Centro Cultural John Dos Passos
Samuel Santos nasceu em Santa Maria da Feira, e é um pintor figurativo, a residir na ilha da Madeira desde 2019. Ao longo do seu percurso artístico, tem participado em exposições e projetos, tanto individuais como coletivos, em contextos nacionais e internacionais.
Tábula Rasa
A sua prática artística é profundamente marcada por uma relação íntima com a memória e a infância, explorando uma nostalgia pessoal que se manifesta nas suas obras de forma subtil ou explícita. O universo visual que constrói é atravessado por uma reflexão sobre a própria natureza da memória «imperfeita, fragmentada e inevitavelmente moldada pela perda» dando origem a trabalhos de forte intensidade emocional, mas que evitam o sentimentalismo.
Partindo de referências do cânone clássico, Samuel Santos desenvolve um processo que se aproxima de uma análise quase arqueológica, ou de “necrópsia” da imagem e da experiência. As influências das narrativas trágicas e decadentes associadas à Belle Époque atravessam a sua visão contemporânea, num trabalho que convoca o passado como alerta e como espelho do presente. “Tábula Rasa” assume-se, assim, como um convite à reflexão, onde a memória é também uma forma de resistência.
Rui Soares
Quinta-feira a Domingo, 14 a 17 de Maio | 10h00 - 22h30 | Mural | Fundação João Pereira
Rui Soares nasceu em 1958, na Ribeira Brava. Desde cedo revelou interesse pelas artes plásticas, dedicando-se, principalmente, à pintura e ao desenho. Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura pelo Instituto Superior de Arte e Design da Universidade da Madeira, formação que consolidou a sua carreira artística.
Ao longo da sua trajetória, o artista tem estado envolvido em diversos projetos artísticos e culturais na Madeira. Destaca-se como dinamizador de grupos de desenho e pintura, entre os quais: Urban Sketchers Portugal – Madeira e a Walking Gallery Madeira.
“A cultura da banana e da cana sacarina”
A Fundação João Pereira será a tela de Rui Soares, que irá trazer arte pública ao Festival Aqui Acolá 2026, numa homenagem a todos aqueles que, ao longo das décadas, contribuíram para o desenvolvimento destas atividades agrícolas de enorme importância para a economia da ilha e, em particular, para o concelho da Ponta do Sol. Trabalhadores, proprietários, empresários e entidades ligadas ao setor são evocados numa obra que pretende valorizar a memória coletiva e o património produtivo do território.
Vanda Natal
Quinta-feira a Domingo, 14 a 17 de Maio | 10h00 - 22h30 | Mural | Rua da Marquesa
Nascida no Funchal, em 1976, Vanda de Jesus Natal é uma artista plástica formada em Artes Plásticas pelo ISAD / Universidade da Madeira (1999). Ao longo do seu percurso, tem desenvolvido trabalho sobretudo na pintura, participando em diversas exposições coletivas e individuais na Madeira, com destaque para espaços como a Casa das Mudas, a Casa da Cultura de Santana e a galeria.a no Funchal, afirmando uma presença consistente no panorama artístico regional.
Estampagem
A artista apresenta o projeto como uma intervenção contemporânea que dialoga com a identidade visual do espaço urbano e com a tradição madeirense, reforçando a presença da arte como elemento transformador e participativo.
Sílvia Jardim
Quinta-feira a Domingo, 14 a 17 de Maio | 10h00 - 22h30 | Exposição | Capela de Santo António
Designer licenciada pela Universidade da Madeira, Sílvia Jardim revela um percurso marcado por um interesse contínuo pelas artes. Iniciou a sua experiência profissional na Fotocanhas e na Câmara Municipal da Ponta do Sol, onde explorou o design enquanto ferramenta de comunicação e construção de identidade visual.
Atualmente, frequenta o curso de Bordado Madeira no IVBAM – Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira – e realiza estágio na Bordal – Bordados da Madeira, desenvolvendo um trabalho que cruza tradição artesanal e design contemporâneo.
A sua prática caracteriza-se por uma abordagem criativa em constante evolução, procurando transformar ideias em experiências visuais dotadas de significado.
Latência
Há experiências que não se revelam de imediato. Permanecem num intervalo subtil entre o que já aconteceu e aquilo que ainda está por emergir. Latência propõe um encontro com esse território suspenso, onde matéria e tempo desaceleram, e o visível se aproxima gradualmente do seu próprio surgimento. Neste espaço, nada se impõe de forma abrupta – tudo se manifesta de modo discreto, quase impercetível.
Entre pintura e instalação, a exposição constrói-se como um gesto em processo, uma imagem que ainda aprende a existir. O visitante é convidado a habitar este tempo intermédio, onde o essencial talvez não seja aquilo que se vê à primeira vista, mas aquilo que persiste, silencioso, antes de ser plenamente reconhecido.
Paola Gomes
Quinta-feira a Domingo, 14 a 17 de Maio | 10h00 - 22h30 | Exposição | Capela de Santo António
Paola Gomes – vencedora do Open Call
Paola Gomes, a grande vencedora do Open Call, é uma artista visual e gestora cultural, licenciada em Artes Visuais e mestre em Gestão Cultural pela Universidade da Madeira. O seu trabalho revela um profundo interesse pela cor e pela reconstrução visual, centrando-se na sobreposição de narrativas e formas abstratas.
Assumiu a curadoria da Galeria Impulso na temporada artística 2024/2025 e esteve ligada a exposições e projetos como “50 Edições de Livralhada”, integrada na Feira do Livro do Funchal, e “Uníssono 4”, no âmbito do Festival Echo Madeira Nature Fest.
Vazios Desviados
A sua proposta para o Aqui Acolá, intitulada “Vazios desviados”, apresenta-se como uma instalação pensada para um espaço de forte carga simbólica: uma capela onde a arquitetura impõe uma ordem aparentemente neutra, marcada pela geometria, repetição e contenção.
A obra parte da ideia de que existe uma ordem invisível que disciplina a experiência do corpo no espaço, criando uma estabilidade que, na verdade, é uma suspensão. É nesse intervalo que surge a possibilidade do desvio, não para romper, mas para revelar aquilo que permanece escondido.
A instalação introduz desvios precisos, falhas subtis no alinhamento e formas que recusam a perfeição. Em vez de interromper a ordem existente, infiltra-se nela e torna visível o que antes era invisível. O espaço deixa de ser neutro e passa a ser explorável, sensível e quase lúdico, como uma brincadeira entre crianças, onde o olhar se detém na imperfeição e no detalhe.

